Calor, cânticos suaves acompanhados a lira ao teu ouvido. Porque sinto , porque sei, não admiro o espelho que jaz defrontado à minha ténue e grave voz. Talvez por não me ver reflectido na sua imensidão, que na verdade apenas uma ilusão criada pela luz emanada do belo luar radiante em noites de intensas danças ao fogo, frescura e água sentem-se nos pés, a loucura o prazer. Nada adianta se ainda vejo o manto prateado que me tormenta espelhando os meus traços, as minhas horripilantes teias de versos e memórias, quero sentir o novo, olhar a floresta de noite, entrar pela sua misteriosidade assombrante, nada se compara ao raiar da lua entre as árvores. Acabaria por adormecer com a cabeça apoiada no teu ventre.
Tens os olhos negros , parecem absorver a luz que te rodeia.
3 de julho de 2009
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