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25 de outubro de 2009
Fuga
Uma música, entrelaçar de cordas e tonalidades sobrepostas, acariciando-se mutuamente, amantes; cada instrumento foge do outro sem sair da mesma pauta que sustenta a loucura de cada um. Quem conseguir todas as partes da fuga escutar, entrega-se à insanidade perpétua, êxodo eterno da realidade, viajando nem pelo tempo nem pelo espaço, essas são âncoras fictícias, amarram à mão do louco uma pena encharcada de tinta viscosa, pesada. Ficando cego, o fugitivo ouve pormenor, cada som independente do som em si, uma música deixa de ser uma, mas infinitas composições, todas sem horas, entram pela noite adentro sem tento nas imagens que provocam. Cada nota aqui, vale o que soa.
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