17 de setembro de 2009

Mato

As ruas nem sempre são o que parecem, bem, talvez nunca sejam o que parecem, mas aí já estou a desfazer complexos teóricos, que, sinceramente não fazem falta nenhuma, pelo contrário, chegam a complicar o que a uma criança é simples, e encarem a situação.
É tão bom saber o que é o amor quando nos sentimos plumas da infância, o senão está em quando se chega a essa conclusão a pluma já ardeu.
Deixem-se ir com a corrente por favor, tenho andado a fazê-lo, e não há que interrogar as suas causas e consequências, simplesmente é.


Perguntam agora, e as ruas? E eu, como bom samaritano que sou, respondo.

Estava apenas a observar os tons de terceiro mundo com um belo por do sol que a rua em frente à minha janela aparenta.

20 comentários:

  1. Lá diz o ditado que as aparências iludem.

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  3. o que resta da inocência é a paixão pela simplicidade,
    e restos de memórias.

    mas será assim tão simples deixarmo-nos levar pela "corrente".

    acho difícil

    simplesmente ser, sem questionar a razão de sermos.
    simplesmente amar, sem procurar o motivo.
    viver sem saber o porquê.

    como colocamos o lado racional de lado e simplesmente sentimos.

    (acho que é uma pergunta sem resposta)

    mas o que mais me intriga é, qual seria a graça de me deixar levar sem poder pensar sobre isso.

    gosto imenso da foto.

    as árvores são um ser vivo excepcional, são o exemplo de uma estrutura espontânea, mas sólida.
    se vivêssemos através dos ensinamentos das árvores seríamos unidos e fortes, mas conseguiríamos transportar beleza ao mesmo tempo.

    é tua?

    o nome desse conto (presumi que era um conto), é me familiar, mas não tenho a certeza porque não fixei o nome de todos os contos que li.

    trata-se de quê?

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  4. posso dizer que alguns sao pura imaginaçao, este proveio de uma experiencia real e há ainda outros que vivi ou que por vezes ainda vivo.

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  5. acho que não devemos questionar sem deixar de sentir.

    nem existir sem deixar de pensar sobre a existência.

    não seriamos completos sem razão, nem sentimentos.

    ainda não li esse conto.

    o ser humano cometeu o erro de acreditar que as árvores não falam, apenas porque não compreende a sua liguagem.

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  6. sim momentos como esses seriam bem-vindos.

    apenas a emoção de sentir e escutar, mais do que olhar, ver.

    um verbo que acalma, a sua sonoridade acaricia-nos.

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  8. nunca pensas como seria o mundo sem cor.

    neste momento milhares de acções estão a acontecer.

    como seria se o mundo parasse.

    imagino um homem e uma mulher que já não acreditam mais no amor, mas que o anseiam secretamente.

    se pudéssemos ser apenas o momento.

    ás vezes penso que tudo é um sonho.

    (o que se esconde por detrás de uma imagem)

    um dia tens de me contar como escondes tantas histórias dentro das tuas palavras e imagens

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  10. o mundo parado no universo, enquanto tudo o resto continua.

    faz-nos pensar na nossa insignificância e ao mesmo tempo a importância que algo tão pequeno, em comparação com o universo, representa para tantas pessoas.

    quando vi pela primeira vez a imagem "o nascer da terra" senti-me estremecer.

    é assustador pensar em tudo o que existe para além do nosso "umbigo", mas viver significa isso mesmo: descobir.

    acho que é do mais precioso que se pode ter é arte dentro de nós.

    por isso é que me fascina tanto a forma como algo simples consegue albergar tanto.

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  11. descobri satie como artista há muito pouco tempo, apenas posso dizer que me apaixonei pela sua arte e pela sua vida.

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  12. o céu estrelado lembra-me sempre das pessoas significam para mim.

    mas prefiro um céu azul sem nuvens, de olhar para ele e esticar a mão, como se fosse um quadro.

    ou de rebolar pela relva e descobrir formas nas nuvens.

    conheço a vida do satie, mas em termos de música estou a agora a travar amizade com a sua arte.

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  14. les amants réguliers. é disso que falo.

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  15. o teu perfil diz que tens 93 anos. bem, as aparências iludem mesmo!

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  16. não.

    quando vi a tua pergunta a primeira resposta que me ocorreu transbordava ironia, mas receie ofender-te.

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  17. não pude evitar uma gargalhada com essa resposta.

    se estivéssemos a falar cara a cara e me fizesses aquela pergunta a resposta imediata seria:

    "amigo pensa lá bem estava lá algum comentário quando escreveste aquela pergunta? hum... já descobriste a resposta ou ainda precisas de algum tempo? afinal a ervilha ainda serve para alguma coisa, não achas?”

    (e talvez provocasse mais um bocadinho)

    não sou um génio da ironia, mas não quis que interpretasses mal as minhas palavras, nem tenho a certeza de ser uma resposta irónica. talvez seja mais zombeteira.

    de resto apenas posso dizer que a ironia no dia-a-dia é irresistível.

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  18. tenho de apontar o teu comentário.

    "dá-me a tua melhor faca" - brilhante

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  19. tudo o que se relacione com ironia, sarcasmo ou eufemismos assemelhasse-me como um contributo enriquecedor do discurso.

    não me "desapontas-te", apesar de não ser 1a citação originalmente criada por ti.

    não só adorei a frase, mas também me surpreendeu a resposta em si porque não estava de todo a espera de algo semelhante.

    apercebi-me agora que acredito em ideias opostas.

    porque apesar de acreditar que tudo está dotado de um significado, o vácuo/o vazio representa para mim a realidade de vida.

    mas como pode ser a vida vazia, se aquilo que a representa é provido de significado.

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