7 de janeiro de 2011

Piedade

Com uma certa subtileza, e sobretudo gosto, encontram-se maneiras de explicar tudo.

A matemática não parece incluída aqui, mas de facto é, para mim, dotada de uma carácter nada lógico e evidente, mas tão poético e barroco.
A ornamentação, a distância percorrida para pensar numa outra linguagem. A submissão voluntária a um renascimento do comum pensamento, do observável.

Magnífico.

Saudações aos que fazem a matemática pensando assim.

Ora, uma outra forma de manipular a verdade é a minha por exemplo. Mero entretimento meus caros, mero entretenimento. Mas por vezes aprende-se, ou lê-se alto as frases, mesmo estando só, como que quem precisa de ouvir para ter a certeza daquilo que pensa ver, um reforço da verdade atingido por o uso de outro sentido, a audição. perfeitamente compreensível. E com tudo isto, realmente satisfaço-me, em explorar esta linguagem, semelhante à matemática, mas só da minha perspectiva. Sim admito que escrevo de uma forma extremamente egoísta.

Apelo ao sentido de que não o faço com dolo, a ti, aliás acredito que todas as frases podem ter um uso, prático até, arrisco dizer.



Acrescento que aprovo qualquer forma de música nacionalista, é à custa de erros de outros que faço grandes encenações teatrais. Por vezes não me consigo convencer a mim mesmo que quando encarno um Nazi, não sou de facto um nazi. Conto com a minha memória portanto, para me salvar do teatro



15 comentários:

  1. bom que voltaste a escrever por aqui. já sentia a falta disto.

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  2. volto ontem. já sigo isto há uns tempos, e gosto.

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  3. não, mas curiosamente conheço-a. troquei de blogs entretanto, é normal que não reconheças

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  4. Os teus últimos textos possuem um estilo de escrita diferente, como se a mão pertencesse a um outro escritor.

    Conheço quem pratique a matemática sob essa perspectiva. Gostaria de um dia, também eu, pensar a matemática assim.
    Por enquanto a única característica que me fascina nesta ciência é a sua presença constante nas nossas vidas e na natureza, até mesmo na arte.

    Por vezes a nossa memória encontra-se presa a mais do que um passado, de tal forma que a mentira se metamorfoseia na verdade.

    É bizarro e assustador saber de alguém com um alter-ego nazi.

    (mais uma vez apaixonei-me pela imagem)

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  5. Concordo contigo em relação à Maria de Medeiros (achei curioso mencionares a sua altura).

    Contudo penso que tendo em conta as capacidades do realizador, este não é um dos seus melhores filmes.
    Inclusive não concordo com a interpretação que ele nos apresenta do escritor Henry Miller, com excepção de que ele era de facto um homem bastante egoísta.
    Quanto à escritora Anais Nin, não conheço a sua obra, mas fiquei desejosa por lê-la e descobrir se a sua pessoa corresponde à interpretação do filme.

    O que apreciei mais no filme foram os seus pequenos detalhes, como a frase dita pela Maria de Medeiros em português (nunca a nossa língua me pareceu tão bonita, como naquele momento), ou o Conde Bruga (se não me engano no nome).

    No final, penso que o filme não explora em profundidade a escrita e a filosofia de nenhum dos escritores, e permanece muito na superfície.

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  6. Não penso que o escritor pretendia fazer uma comparação.
    Penso que ele procura despertar o ser humano. Ele diz que a morte é certa, mas que esse facto não deve ser motivo de self-pity.
    Pelo menos esta é minha perspectiva.

    Já pensei bastante sobre qual poderá ser o ser vivo presente na tua foto de perfil, mas cheguei a demasiadas conclusões.
    Could you enlighten me?

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  7. Nós mudamos, a todo instante. Na morte de cada dia somos outra pessoa.
    É um dos aspectos que considero mais belo no ser humano e na vida.

    Os melhores momentos são aqueles em que nos encontramos sozinhos e podemos voar em liberdade. Mas não posso afirmar com certeza que é melhor voar só, do que de mão dada.

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  8. Sim, é obsessão, perversão e crueldade. São memórias.

    São as mulheres violadas, as prostitutas que vendem o corpo, as crianças assassinadas, os homens que vão a parques ver crianças e ficam com um alto nas calças.

    É o lado cruel da vida e do homem, que eu observo e sinto todos os dias.

    Não compreendi o significado de "estragado é mau".

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  9. Essa história parece-me uma boa memória.

    Não procuras-te já eliminar a tua ligação corporal com a internet, quando tentaste ser uma sombra.
    Mas ao mencionares apenas o corpo, significa que gostarias de manter uma ligação mental com a terra.

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  10. Não posso dizer se o que pensas é verdadeiro ou não, porque também não o sei.
    Sei que tenho fome de respostas e de liberdade.

    Penso que nem todos os seres humanos possuem a capacidade de amar ou de ser amados.

    A tua honestidade é incrivelmente refrescante.
    Nunca deixes de ser honesto, Henrique.

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  11. Concordo contigo num aspecto, no final o melhor que podemos fazer é rir.

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  12. Pareces-me tão terrivelmente equilibrado e sábio, quando afirmas: "eu não consigo entrar nesse mundo, o de tudo o que é o já referido no sofrimento".

    Quando dizes que acreditas que por vezes as pessoas não possuem controlo, referes-te aos violentos crimes que muitos seres humanos cometem todos os dias?

    As memórias da amizade são as nossas pérolas.

    O facto da embriaguez, recorda-me Dali a pintar sob o efeito do ópio.

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  13. Viver na ignorância é um mau uso da vida (penso), mas preocuparmo-nos constantemente com o conhecimento é desgastante física e mentalmente.
    Muitas vezes sinto-me inundar de raiva com todo o conhecimento que existe e que eu nunca compreenderei, mas ao mesmo tempo, este reforça o valor do conhecimento que já possuo e aumenta a minha vontade de conhecer a natureza.

    Mas acredito que existem diversos tipos de conhecimento: uma velhota que apenas viveu, trabalhou e casou durante a sua vida pode desconhecer os mistérios das várias ciências, e simultaneamente saber mais do que muitos estudiosos sobre a vida de trabalhador ou o cargo de ser mãe.

    É difícil alcançar o plano em branco, após anos de aprendizagem, contudo acredito que devemos questionar as nossas crenças e conhecimentos diariamente, como forma de obrigar a nossa mente a reflectir.
    No entanto não devemos viver apenas através da reflexão, acredito que devemos aplicar os nossos conhecimentos e conclusões nas acções e papéis sociais que desempenhamos ao longo da vida.
    E não podemos esquecer que no mundo “real”, necessitamos de sobreviver e de dinheiro, e como tal não podemos (quase todos) viver da forma que acreditamos ser ideal e verdadeira.

    Eu penso que no amor o silêncio e o gesto, valem mais do que palavras.
    A nossa sociedade denegriu o valor das palavras, em particular das palavras amor e amizade.

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  14. Eu acho que tu sentes o amor de uma forma, muito semelhante a ti.
    Tu amas a mulher e amas o pensamento, vives o momento.

    (ou assim eu vejo a tua pessoa)

    Nunca consigo traduzir o pensamento de forma exacta, nem dizer tudo o que penso ou sinto.
    Neste aspecto a fala entre duas pessoas, é melhor cara a cara.

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