21 de fevereiro de 2010

O poder das àguas

Impetuosas, as flagelações de um cavaleiro são subitamente furtadas pelo imponente poder carnal de uma ninfa, hábil no entanto bruto, riposta, sem possível estratégia de batalha contra o mais impiedoso inimigo, desfalece entre as pernas alvas criando o romantizado cenário que viria a ser a clara caligrafia contemporaneamente descrita nas páginas amarelas dos vindouros religiosos pederastas. Num paço inventado pela fúria ébria, dá um prolongamento estável ao ferro escaldante e resolve terminar num ponto claro as últimas lágrimas de um outro bruto.

Interrompeu o ciclo vermelho e decidiu.

O tacto da tentadora solução aproximava-se cada vez mais, e o calor de partida escasseava, audacidade tornava-se prioritária, sem necessidade e futuros devaneios, a resposta era clara. Como havia sido contestado pelos falsos gritos de outros tantos peões, refugiou-se num tronco, a lâmina prometia cessão infinita.

Não houve mais a elaborar após tal condolência inocente, as forças apoderaram-se do resto, nada mais restou senão terra, criadora da inevitável posição bélica.

6 comentários:

  1. Ainda bem que ensinam alguem...por vezes chego a "desaprender" enquanto escrevo.

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  2. Isto tem inspiração do Sena. Fabuloso.




    (físico prodigioso)

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  3. gosto, mas é complicado. Tens de ler o físico.


    eu também, mas nao acredito que sejas apolinário.

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Os Reflexos